Ricardo Ulpiano e banda celebram os encontros da vida

Julho 20, 2019

Foto: Patrick Araújo

Texto: Daniel Almeida

Apaixonados pelas aventuras do amor, Ricardo Ulpiano e banda tocaram canções sobre paixão e política na quinta-feira, 18 de julho, na Casa da Ópera, em Ouro Preto. A apresentação do músico com seus amigos de adolescência – Thiago Peixoto, na bateria; Alê Hilário, no contrabaixo; e Doalcei Comini, na guitarra  – aqueceu e deu esperança aos corações na plateia com os versos: "vento vai/ e me leva junto de você/ para outro lugar/ vento vai/ e desperta um novo tempo para a gente poder se amar..." O trecho anterior faz parte da música "Canção de Seu Azul", do EP "Por que calar?", de 2018, que foi apresentado na última edição do Festival de Inverno de Ouro Preto, Mariana e João Monlevade.

Veterano no palco do evento, Ricardo Ulpiano ressaltou o seu amor pelo evento e pela cidade. "O convite para tocar no Festival de Inverno é como aqueles encontros que dão certo e você repete na primeira oportunidade que surge. Apesar de essa ser a nossa primeira vez em Ouro Preto, tenho uma paixão enorme pela cidade, minha esposa nasceu e foi criada aqui. Tenho gratidão por Ouro Preto, ela me levou ao encontrou do meu amor”, pontuou Ricardo.

Ainda sobre encontros, Ricardo explicou que a apresentação da noite era um show de transição do EP “Por Que Calar?” para o novo trabalho, “Mescla”, que contará com os “encontros” achados nos países latinos pelos quais tocou. “O novo álbum vai valorizar as nossas raízes latinas, por isso, ‘Mescla’, no mesmo estilo de ‘Por Que Calar?’, que fala de amor e de política. Assim como na época que produzimos o disco, vivemos um momento de desamor muito grande com o próximo e conosco. O ‘Mescla’ vem com isso, consciência política, valorização da nossa América Latina e muito amor”, completou Ricardo.

O show de transição de Ricardo e banda foi aplaudido de pé. Os músicos usaram handpan, ukulele e  ukulele baixo na execução das músicas: “Mi pueblo”, “Gabiroba” e “Próximo cometa”, que estarão no “Mescla”. Além das músicas autorais, eles tocaram “Ponciá vicêncio”, de Rita Bretta. A canção é uma homenagem ao livro de mesmo nome da escritora brasileira Conceição Evaristo. Ricardo dedicou a performance às mulheres da plateia, momento de aplausos calorosos.

A empresária Luciana Rocha (56) destacou a qualidade do instrumental do Ricardo e e sua banda. "São instrumentos diferentes! É uma experimentação leve e amorosa. Eu saio daqui mais leve", destacou. Ao lado do marido, o médico Lucas Paiva (56), Luciana também comentou sobre o nome “Por que Calar?’ "Por que ficar quieto? Um show desse desperta tanto amor na gente!”, declarou.

Seresta — A noite de quinta-feira, 18 de julho, foi encerrada com uma seresta. A caminha dos apaixonados contou com a voz do músico Pedro Chaves, saindo da Casa da Ópera até o Largo do Marília, no bairro Antônio Dias, em Ouro Preto. “O mundo é um moinho”, “Peixe vivo” e “Cabecinha no ombro” foram umas das canções que Pedro, acompanhado de Wesley Procópio (trombone), Vítor Gomes (acordeon) e Daniel Rodrigues (violão), cantou pelas ruas frias da cidade.